{"id":6855,"date":"2019-03-14T19:23:06","date_gmt":"2019-03-14T22:23:06","guid":{"rendered":"http:\/\/peabiru.org.br\/?p=6855"},"modified":"2019-03-14T19:23:06","modified_gmt":"2019-03-14T22:23:06","slug":"criando-alternativas-e-produzindo-renda-bauducco-apoia-projeto-de-meliponicultura-e-oficinas-de-artesanato-com-comunidades-rurais-no-para","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.peabiru.org.br\/en\/2019\/03\/14\/criando-alternativas-e-produzindo-renda-bauducco-apoia-projeto-de-meliponicultura-e-oficinas-de-artesanato-com-comunidades-rurais-no-para\/","title":{"rendered":"Bauducco apoia projeto de meliponicultura e oficinas de artesanato com comunidades rurais no Par\u00e1"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\">Mel e miriti. Essa \u00e9 a conex\u00e3o que a Bauducco estabeleceu entre dois produtos atrav\u00e9s do apoio ao projeto <em>Meliponicultura no Tapaj\u00f3s<\/em>, executado em 2018 pelo Instituto Peabiru na regi\u00e3o localizada no oeste do Par\u00e1, famosa por abrigar o encontro das \u00e1guas do rio Amazonas com o rio Tapaj\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Por meio da parceria entre a organiza\u00e7\u00e3o Fare Arte e o Instituto Peabiru, foi poss\u00edvel realizar a\u00e7\u00f5es que inclu\u00edam entre seus objetivos o apoio \u00e0 meliponicultura (cria\u00e7\u00e3o de abelhas sem ferr\u00e3o) no munic\u00edpio de Monte Alegre, para o fortalecimento da cadeia de valor do mel de abelhas sem ferr\u00e3o na Calha Norte. Atrav\u00e9s de assist\u00eancia t\u00e9cnica rural na consolida\u00e7\u00e3o de meliponicultura, o objetivo \u00e9 oferecer alternativas de renda para as comunidades da regi\u00e3o. Como parte do projeto, tamb\u00e9m foram realizadas oficinas de artesanato de miriti, fibra de palmeira amaz\u00f4nica que d\u00e1 origem a brinquedos tradicionais confeccionado por artes\u00e3os em diversas localidades no Par\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O Apoio da Bauducco \u00e0 Calha norte, com destaque para os munic\u00edpios de Almerim e Monte Alegre, no Par\u00e1 e Macap\u00e1 e Oiapoque, no Amap\u00e1, permitiu alcan\u00e7ar importantes resultados como a instala\u00e7\u00e3o das colmeias e a produ\u00e7\u00e3o da primeira safra de mel em larga escala. As colmeias, formadas em pequenas caixas de madeira, foram distribu\u00eddas entre oito comunidades no entorno do Parque Estadual Monte Alegre (localizado na Area de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental Paytuna), no munic\u00edpio de Monte Alegre, no Par\u00e1. As comunidades de Santana, Paituna, Lages, Nazar\u00e9, Vila Nova de Nazar\u00e9, 6 Unidos, Ju\u00e7arateua e Cucaru contabilizam juntas 792 caixas, das quais 655 j\u00e1 possuem colmeias de abelhas e outras 137 est\u00e3o prontas para receber novas colmeias. Al\u00e9m da orienta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, o Peabiru tamb\u00e9m garante a compra de mel, realizando desde a coleta, o transporte e o envasamento para o mercado, de forma plenamente legalizada, com selo de inspe\u00e7\u00e3o federal (SIF).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Safra de 2018 e a primeira coleta de mel da safra 2018 <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ao longo de 2018, Monte Alegre repetiu os aprendizados da coleta pioneira de 2017. Com um morador da comunidade capacitado como mobilizador local e as fam\u00edlias organizadas, a coleta foi marcada para acontecer a partir de outubro. Os indicadores gerados pela equipe no seu processo de acompanhamento dos melipon\u00e1rio foram fundamentais para os ajustes no calend\u00e1rio de coleta. Materiais e equipamentos necess\u00e1rios \u00e0 coleta s\u00e3o oferecidos pelo Peabiru, sob a guarda do mobilizador local, respons\u00e1vel pela coleta do mel e pela organiza\u00e7\u00e3o do grupo. Baldes pl\u00e1sticos esterilizados e outros insumos necess\u00e1rios tamb\u00e9m s\u00e3o fornecidos pelo projeto \u00e0s comunidades participantes.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Com ambientes diversificados e bem conservados no entorno das comunidades \u2013 o que significa pasto para as abelhas alcan\u00e7arem sua capacidade produtiva m\u00e1xima \u2013 e o turismo associado \u00e0 meliponicultura, os produtores envolvidos nas atividades do projeto tamb\u00e9m t\u00eam a possibilidade de comercializar localmente para os turistas o mel em seu estado natural (ou seja, n\u00e3o desumidificado e sem o Selo de Inspe\u00e7\u00e3o Federal, SIF).<\/p>\n<div id=\"attachment_6863\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-6863\" class=\"alignnone size-full wp-image-6863\" src=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/img_20180813_112756162.jpg\" alt=\"IMG_20180813_112756162\" width=\"1024\" height=\"768\" srcset=\"https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/img_20180813_112756162.jpg 1024w, https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/img_20180813_112756162-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/img_20180813_112756162-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-6863\" class=\"wp-caption-text\">Produtores de Monte Alegre (PA) em atividade no melipon\u00e1rio. Foto: Fernando Oliveira<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Para a comercializa\u00e7\u00e3o fora da localidade, o mel recebido das comunidades passa por um processo de desumidifica\u00e7\u00e3o e inspe\u00e7\u00e3o para receber o Selo de Inspe\u00e7\u00e3o Federal, sendo assim comercializado pelo Instituto Peabiru atrav\u00e9s da empresa Peabiru Produtos da Floresta, marca que traz para os consumidores em todo o Brasil a possibilidade de adquirir o mel de forma certificada (<em>link para mat\u00e9ria do lan\u00e7amento do mel<\/em>). Com a segunda fase de coleta de mel prevista para os primeiros meses de 2019, o projeto ainda realiza atividades de apoio \u00e0 produ\u00e7\u00e3o at\u00e9 julho de 2019.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Tradi\u00e7\u00e3o na Oficina de bonecos e artefatos de Miriti<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Com o objetivo de gerar alternativas que diversificassem a gera\u00e7\u00e3o de renda nas localidades envolvidas com a meliponicultura, o projeto realizou oficinas de artesanato de miriti em diferentes comunidades da regi\u00e3o. O instrutor-artes\u00e3o Ivan Leal, um dos mais renomados artes\u00e3os de miriti, do munic\u00edpio de Abaetetuba, no Par\u00e1, foi o respons\u00e1vel por conduzir as atividades durante cinco dias, em Santar\u00e9m, no Rio Tapaj\u00f3s. As oficinas ocorreram nas comunidades do rio Arapiuns, afluentes do Rio Tapaj\u00f3s, e nas comunidades de Coroca e Tucum\u00e3, onde mais de 20 pessoas participaram de cada uma das sess\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A realiza\u00e7\u00e3o das oficinas abriu a possibilidade aos moradores das comunidades de explorarem uma nova atividade de gera\u00e7\u00e3o de renda de base local. O instrutor Ivan Leal comentou a rea\u00e7\u00e3o das comunidades com a proposta, que se demonstraram surpresas com a possibilidade de uma atividade de artesanato que usasse elementos da flora local, como os talos de miriti, a fibra de jupati e de outras palmeiras amaz\u00f4nicas abundantes na regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Com o grande potencial tur\u00edstico da regi\u00e3o, um dos resultados da oficina foi a produ\u00e7\u00e3o de artefatos natalinos feitos de miriti, como \u00e1rvores de natal e pres\u00e9pios, oferecidos aos visitantes juntamente com o mel de abelhas sem ferr\u00e3o produzido pelas comunidades do Tapaj\u00f3s. Com uma grande capacidade de organiza\u00e7\u00e3o local, as comunidades participantes contam agora com novas ferramentas e recursos para o desenvolvimento de suas atividades produtivas, aptas a aproveitar o potencial tur\u00edstico de uma das mais belas regi\u00f5es do Par\u00e1.<\/p>\n<div id=\"attachment_6864\" style=\"width: 1290px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-6864\" class=\"alignnone size-full wp-image-6864\" src=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/180801-oficinamiriti-2.jpg\" alt=\"180801-OficinaMiriti-2\" width=\"1280\" height=\"960\" srcset=\"https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/180801-oficinamiriti-2.jpg 1280w, https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/180801-oficinamiriti-2-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/180801-oficinamiriti-2-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/180801-oficinamiriti-2-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><p id=\"caption-attachment-6864\" class=\"wp-caption-text\">Participantes da oficina de artesanato a partir de elementos da flora local.<\/p><\/div>\n<p>O <em>Meliponicultura no Tapaj\u00f3s<\/em> \u00e9 um dos projetos apoiados pela Bauducco na regi\u00e3o Amaz\u00f4nica. Conhe\u00e7a tamb\u00e9m o projeto cultural<em><strong> Fitzcarraldo \u2013 Cinema na Amaz\u00f4nia<\/strong><\/em>, realizado pela Bauducco e que em seu terceiro ano conecta a magia do Natal com o encanto do cinema junto a fam\u00edlias ribeirinhas na Amaz\u00f4nia. https:\/\/www.hypeness.com.br\/2018\/10\/bauducco-amazonia\/<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atividades de capacita\u00e7\u00e3o envolvendo a produ\u00e7\u00e3o de mel e artesanato tradicional s\u00e3o realizadas com apoio da Bauducco pelo Instituto Peabiru na regi\u00e3o do Tapaj\u00f3s <\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":5778,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"advanced_seo_description":"","jetpack_seo_html_title":"","jetpack_seo_noindex":false,"jetpack_seo_schema_type":"","_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[10,12,13,14,15],"class_list":["post-6855","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-bauducco","tag-destaques","tag-meliponicultura","tag-miriti","tag-montealegre"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/print3-e1516817359120.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6855","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6855"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6855\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5778"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6855"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6855"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6855"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}