{"id":3809,"date":"2016-08-04T17:32:56","date_gmt":"2016-08-04T20:32:56","guid":{"rendered":"http:\/\/peabiru.org.br\/?p=3809"},"modified":"2016-08-04T17:32:56","modified_gmt":"2016-08-04T20:32:56","slug":"petroleo-na-foz-do-amazonas-pesquisas-geram-preocupacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.peabiru.org.br\/en\/2016\/08\/04\/petroleo-na-foz-do-amazonas-pesquisas-geram-preocupacao\/","title":{"rendered":"Petr\u00f3leo na Foz do Amazonas: Pesquisas geram preocupa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_3811\" style=\"width: 530px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/fozamazonas_gmaps.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3811\" class=\"wp-image-3811 size-medium\" src=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/fozamazonas_gmaps.png?w=520\" alt=\"FOZAMAZONAS_GMAPS\" width=\"520\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/fozamazonas_gmaps.png 1920w, https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/fozamazonas_gmaps-300x144.png 300w, https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/fozamazonas_gmaps-1024x491.png 1024w, https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/fozamazonas_gmaps-768x369.png 768w, https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/fozamazonas_gmaps-1536x737.png 1536w, https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/fozamazonas_gmaps-2048x983.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 520px) 100vw, 520px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-3811\" class=\"wp-caption-text\">A Bacia da Foz do Amazonas. (fonte: Google Maps)<\/p><\/div>\n<p>Preocupado com a realiza\u00e7\u00e3o de pesquisas para atividades de perfura\u00e7\u00e3o mar\u00edtima na Foz do Amazonas, o Instituto Peabiru publica carta direcionada ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (IBAMA), com c\u00f3pia para o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal no Par\u00e1 (MPF-PA) em resposta ao EIA\/RIMA nos Blocos FZA-M-57, 86, 125 e 127. Com considera\u00e7\u00f5es e cr\u00edticas a respeito dos Estudos e Relat\u00f3rio de Impacto Ambiental (EIA\/RIMA), o documento apresenta recomenda\u00e7\u00f5es que visam garantir a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade, a preserva\u00e7\u00e3o da \u00e1gua doce e dos recursos aqu\u00e1ticos em geral e o uso socioecon\u00f4mico tradicional ou n\u00e3o da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A carta foi constru\u00edda ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o de audi\u00eancia p\u00fablica e leitura dos documentos dispon\u00edveis ao p\u00fablico, que apresentou o EIA\/RIMA da empresa Total. O evento aconteceu no dia 27 de julho de 2016, em Bel\u00e9m, em Bel\u00e9m. \u201c\u00c9 preciso levar em considera\u00e7\u00e3o que a Foz do Amazonas e, em particular, a regi\u00e3o costeira do Amap\u00e1 \u00e9 uma das regi\u00f5es menos estudadas e conhecidas da Zona Costeira e Mar\u00edtima do Brasil. Logo, nossa preocupa\u00e7\u00e3o como organiza\u00e7\u00e3o da sociedade civil, \u00e9 muito grande. Principalmente neste caso, quando entendemos que os a maior parte dos estudos apresentados s\u00e3o revis\u00f5es bibliogr\u00e1ficas\u201d, observa Jo\u00e3o Meirelles Filho, diretor do Instituto Peabiru.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/160804-ibama-prospeccaopetroleo.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Baixe aqui a carta, em PDF.<\/strong><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>PRINCIPAIS PONTOS E RECOMENDA\u00c7\u00d5ES &#8211; <\/strong>A falta de maior profundidade nos estudos, por sinal, \u00e9 um dos pontos mais criticados na carta enviada ao Ibama e protocolada tamb\u00e9m junto ao Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal. Destacam-se, aqui, tr\u00eas pontos mencionados:<\/p>\n<ul>\n<li>As medidas de monitoramento e controle s\u00e3o insuficientes, e atendem a quest\u00f5es muito pontuais e locais, especialmente se considerado o longo prazo;<\/li>\n<li>N\u00e3o se aproveita o per\u00edodo de pesquisa para ampliar de forma significativa o conhecimento cient\u00edfico de forma abrangente<\/li>\n<li>Da mesma forma, n\u00e3o se emprega a presente etapa para avan\u00e7ar na prepara\u00e7\u00e3o de um plano estrat\u00e9gico para o monitoramento social e ambiental, caso eventualmente se prossiga com o empreendimento<\/li>\n<\/ul>\n<p>Neste sentido, o Instituto Peabiru recomenda a cria\u00e7\u00e3o de:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>\u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental Marinha<\/strong>, que facilite a fiscaliza\u00e7\u00e3o e o monitoramento da regi\u00e3o, o que deve ser imediatamente discutido a n\u00edvel estadual no Par\u00e1 e Amap\u00e1 e a n\u00edvel federal;<\/li>\n<li><strong>Observat\u00f3rio Cient\u00edfico<\/strong> para acompanhar as atividades econ\u00f4micas na Foz do Amazonas, sejam estas relacionadas \u00e0 navega\u00e7\u00e3o, explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e pesca e outros;<\/li>\n<li><strong>Programa permanente de pesquisas cient\u00edficas<\/strong>, para aprofundar o conhecimento cient\u00edfico sobre a regi\u00e3o, envolvendo as principais institui\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o, como o Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi, Universidade Federal do Par\u00e1, Universidade Federal do Amap\u00e1, al\u00e9m de outras organiza\u00e7\u00f5es nacionais e dos pa\u00edses vizinhos, notadamente a Fran\u00e7a (Guiana), entre outras; e,<\/li>\n<li><strong>Fundo para financiar pesquisas cient\u00edficas<\/strong>, especialmente aquelas relacionadas aos impactos da atividade petroleira na Foz do Amazonas, mesmo que na fase de pesquisa, e que este n\u00e3o se atrele a somente este bloco e sim \u00e0 totalidade dos blocos ofertados. Os recursos para estes fundos adviriam dos investimentos de pesquisa de petr\u00f3leo e g\u00e1s e, quando houver opera\u00e7\u00e3o comercial, da pr\u00f3pria atividade empresarial.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Download dos Estudos e Pareceres T\u00e9cnicos<\/strong><\/p>\n<p>Para ter acesso ao EIA\/RIMA para atividade de perfura\u00e7\u00e3o mar\u00edtima na Bacia da Foz do Amazonas, acesse o endere\u00e7o: <a href=\"http:\/\/www.licenciamento.ibama.gov.br\/Petroleo\">www.licenciamento.ibama.gov.br\/Petroleo<\/a>.<\/p>\n<p>Os pareceres t\u00e9cnicos tamb\u00e9m est\u00e3o dispon\u00edveis no seguinte endere\u00e7o: <a href=\"http:\/\/www.ibama.gov.br\/licenciamento\">www.ibama.gov.br\/licenciamento<\/a> onde deve ser acessada a aba <em>Consulta<\/em> e <em>Empreendimento<\/em> e inserir no campo \u201cN\u00famero de Processos\u201d, os n\u00fameros \u201c02022.000327\/2014-62\u201d.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Preocupado com a realiza\u00e7\u00e3o de pesquisas para atividades de perfura\u00e7\u00e3o mar\u00edtima na Foz do Amazonas, o Instituto Peabiru publica carta direcionada ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (IBAMA), com c\u00f3pia para o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal no Par\u00e1 (MPF-PA) em resposta ao EIA\/RIMA nos Blocos FZA-M-57, 86, 125 e 127. 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