{"id":2446,"date":"2014-03-14T17:27:47","date_gmt":"2014-03-14T20:27:47","guid":{"rendered":"http:\/\/peabiru.org.br\/?p=2446"},"modified":"2014-03-14T17:27:47","modified_gmt":"2014-03-14T20:27:47","slug":"a-rizicultura-no-marajo-e-seus-problemas-e-tema-de-materia-do-jornal-valor-economico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.peabiru.org.br\/en\/2014\/03\/14\/a-rizicultura-no-marajo-e-seus-problemas-e-tema-de-materia-do-jornal-valor-economico\/","title":{"rendered":"A rizicultura no Maraj\u00f3 e seus problemas \u00e9 tema de mat\u00e9ria do jornal Valor Econ\u00f4mico"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_2447\" style=\"width: 530px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.peabiru.org.br\/en\/2014\/03\/14\/a-rizicultura-no-marajo-e-seus-problemas-e-tema-de-materia-do-jornal-valor-economico\/140314_marajo_site_valor\/\" rel=\"attachment wp-att-2447\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2447\" class=\"size-medium wp-image-2447\" alt=\"Problem\u00e1tica envolvendo a rizicultura no Maraj\u00f3 foi  tema de mat\u00e9ria do Valor Econ\u00f4mico\" src=\"http:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/140314_marajo_site_valor.jpg?w=520\" width=\"520\" height=\"390\" srcset=\"https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/140314_marajo_site_valor.jpg 800w, https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/140314_marajo_site_valor-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/140314_marajo_site_valor-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 520px) 100vw, 520px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-2447\" class=\"wp-caption-text\">Problem\u00e1tica envolvendo a rizicultura no Maraj\u00f3 foi tema de mat\u00e9ria do Valor Econ\u00f4mico<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-size:14.84px;line-height:1.5em;\">Em mat\u00e9ria publicada nesta sexta-feira (14), no maior jornal econ\u00f4mico do Brasil, o Valor Econ\u00f4mico, fica claro a falta de conhecimento ambiental e o descompromisso, por parte de grandes produtores, com o desenvolvimento social de comunidades tradicionais que vivem no arquip\u00e9lago do Maraj\u00f3. Com a recente chegada e expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o em larga escala de arroz na regi\u00e3o, a publica\u00e7\u00e3o traz a tona toda a problem\u00e1tica que envolve o tema. A falta de regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria na regi\u00e3o leva ao desrespeito aos direitos constitucionais de quilombolas e o patrim\u00f4nio da biosociodiversidade local, o que torna esta o principal ponto na gera\u00e7\u00e3o de conflitos entre os diversos atores envolvidos.<\/span><\/p>\n<p>Um dos agravantes apontados pela mat\u00e9ria \u00e9 a falta (h\u00e1 24 anos!) de um conselho da unidade de conserva\u00e7\u00e3o e de um plano de manejo, como manda a lei, para a \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA) do Maraj\u00f3, modalidade de unidade de conserva\u00e7\u00e3o que restringe a atua\u00e7\u00e3o humana a atividades de baixo impacto, que n\u00e3o \u00e9 o caso do arroz irrigado, conforme citado no texto publicado no jornal.<\/p>\n<p>Para o diretor geral do Instituto Peabiru, Jo\u00e3o Meireles, um dos cr\u00edticos \u00e0 maneira como a rizicultura na regi\u00e3o est\u00e1 sendo trabalhada (a qualquer pre\u00e7o e sem crit\u00e9rios), o problema \u00e9 hist\u00f3rico e s\u00f3 ter\u00e1 solu\u00e7\u00e3o justamente com a defini\u00e7\u00e3o de como se dar\u00e1 o uso do solo marajoara, a partir da regulariza\u00e7\u00e3o de terras. Em entrevista para o Valor Econ\u00f4mico, o diretor lembrou que \u00e9 necess\u00e1rio tamb\u00e9m ouvir a pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o marajoara, que vive em um dos locais de maior abandono no Brasil.<\/p>\n<p>&#8220;Os burocratas portugueses tomaram as terras e redistribu\u00edram para quem conduzia a m\u00e1quina estatal. H\u00e1 grandes quest\u00f5es pendentes no desenvolvimento da rizicultura em Maraj\u00f3, mas o foco principal \u00e9 o fundi\u00e1rio. E o mais s\u00e9rio \u00e9 que a parte afetada n\u00e3o participa dessas discuss\u00f5es&#8221;, diz Jo\u00e3o Meirelles. O diretor tamb\u00e9m aponta outro fato lament\u00e1vel identificado ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o da reportagem, no que quis respeito ao conhecimento ambiental por parte dos produtores.\u201cEst\u00e1 patente o desconhecimento do c\u00f3digo florestal ao n\u00e3o reconhecer destrui\u00e7\u00e3o de campos naturais e ambientes associados como desmatamento e a falta de preocupa\u00e7\u00e3o em buscar o licenciamento ambiental exigido\u201d, complementa.<\/p>\n<p>A mat\u00e9ria entrevista propriet\u00e1rios de terras produtores de arroz que migraram de outros Estados, onde foram proibidos de continuar com a rizicultura, entidades governamentais de defesa da popula\u00e7\u00e3o e de representantes de organiza\u00e7\u00f5es sociais civis. Entres eles est\u00e3o Haroldo Concei\u00e7\u00e3o, vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Quilombola de Bacabal, que h\u00e1 14 anos aguarda a certifica\u00e7\u00e3o do Incra, o bispo Dom Azcona, da prelazia de Maraj\u00f3, Hildemberg Cruz, secret\u00e1rio-adjunto da Sema (Secretaria Estadual de Meio Ambiente) e o deputado federal Paulo Quartiero (DEM\/RR), que obrigado pelo Supremo Tribunal Federal a sair da reserva ind\u00edgena Raposa Serra do Sol, em Roraima, transferiu sua produ\u00e7\u00e3o de arroz para o Maraj\u00f3.<\/p>\n<p>A mat\u00e9ria, dividida em tr\u00eas reportagens, pode ser lida no site do jornal Valor Econ\u00f4mico, atrav\u00e9s dos links abaixo. \u00c9 preciso ter cadastro ou ser assinante para acessar o conte\u00fado.<\/p>\n<p>Terra barata e car\u00eancias em profus\u00e3o &#8211; <a href=\"http:\/\/www.valor.com.br\/agro\/3479278\/terra-barata-e-carencias-em-profusao\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.valor.com.br\/agro\/3479278\/terra-barata-e-carencias-em-profusao<\/a><\/p>\n<p>Da reserva ind\u00edgena para a Ilha de Maraj\u00f3 &#8211; <a href=\"http:\/\/www.valor.com.br\/agro\/3479458\/da-reserva-indigena-para-ilha-de-marajo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.valor.com.br\/agro\/3479458\/da-reserva-indigena-para-ilha-de-marajo<\/a><\/p>\n<p>Cr\u00f4nica de mais um conflito anunciado &#8211; <a href=\"http:\/\/www.valor.com.br\/agro\/3479280\/cronica-de-mais-um-conflito-anunciado\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.valor.com.br\/agro\/3479280\/cronica-de-mais-um-conflito-anunciado<\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em mat\u00e9ria publicada nesta sexta-feira (14), no maior jornal econ\u00f4mico do Brasil, o Valor Econ\u00f4mico, fica claro a falta de conhecimento ambiental e o descompromisso, por parte de grandes produtores, com o desenvolvimento social de comunidades tradicionais que vivem no arquip\u00e9lago do Maraj\u00f3. 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