{"id":1945,"date":"2013-07-19T11:14:05","date_gmt":"2013-07-19T14:14:05","guid":{"rendered":"http:\/\/peabiru.org.br\/?p=1945"},"modified":"2013-07-19T11:14:05","modified_gmt":"2013-07-19T14:14:05","slug":"pescadores-monitoram-tartarugas-marinhas-ameacadas-no-litoral-paraense","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.peabiru.org.br\/en\/2013\/07\/19\/pescadores-monitoram-tartarugas-marinhas-ameacadas-no-litoral-paraense\/","title":{"rendered":"Pescadores monitoram tartarugas marinhas amea\u00e7adas no litoral paraense"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_1946\" style=\"width: 530px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.peabiru.org.br\/en\/2013\/07\/19\/pescadores-monitoram-tartarugas-marinhas-ameacadas-no-litoral-paraense\/tartarugamarinha2\/\" rel=\"attachment wp-att-1946\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1946\" class=\"size-full wp-image-1946\" alt=\"Tartaruga da esp\u00e9cie suruan\u00e3 encontrada pelo pescador Nilson em curral da Praia do Sino, na Ilha de Ipomonga, em Curu\u00e7\u00e1\" src=\"http:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/tartarugamarinha2.jpg\" width=\"520\" height=\"347\" srcset=\"https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/tartarugamarinha2.jpg 1248w, https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/tartarugamarinha2-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/tartarugamarinha2-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/tartarugamarinha2-768x513.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 520px) 100vw, 520px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1946\" class=\"wp-caption-text\">Tartaruga da esp\u00e9cie suruan\u00e3 encontrada pelo pescador Nilson Nascimento em curral da Praia do Sino, na Ilha de Ipomonga, em Curu\u00e7\u00e1 (PA)<\/p><\/div>\n<p align=\"left\">Comunidades de pescadores que vivem nas ilhas da regi\u00e3o do munic\u00edpio de Curu\u00e7\u00e1, no nordeste paraense, est\u00e3o contribuindo para monitoramento da reprodu\u00e7\u00e3o e da captura acidental de cinco esp\u00e9cies amea\u00e7adas de tartarugas marinhas que ocorrem na \u00e1rea da Reserva Extrativista M\u00e3e Grande Curu\u00e7\u00e1, no litoral do Estado. No per\u00edodo de fevereiro a junho deste ano, mais de 80 quel\u00f4nios foram capturados sem inten\u00e7\u00e3o e devolvidas ao mar.<\/p>\n<p align=\"left\">As pesquisas cient\u00edficas e as a\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o ambiental sobre tartarugas s\u00e3o\u00a0 iniciativa do Instituto Peabiru, que desenvolve na regi\u00e3o o projeto Casa da Virada, e do N\u00facleo de Altos Estudos da Amaz\u00f4nia da Universidade Federal do Par\u00e1 (NAEA\/UFPa). O projeto \u00e9 patrocinado pelo Programa Petrobras Ambiental, da Petrobras.<\/p>\n<p align=\"left\">Para o pesquisador Juarez Pezzuti, coordenador da equipe do NAEA\/UFPa que esteve nas comunidade Abade, Mutucal e na Praia da Romana, em Curu\u00e7\u00e1, \u00e9 de fundamental import\u00e2ncia a inclus\u00e3o do pescador no trabalho de conserva\u00e7\u00e3o das tartarugas marinhas. \u201cQuando o pescador encontra uma tartaruga no curral, em quase cem por cento dos casos ela estar\u00e1 viva, e a decis\u00e3o de devolv\u00ea-la ou de levar para consumo \u00e9 inteiramente dele\u201d, avalia.<\/p>\n<p align=\"left\">No in\u00edcio do ano o projeto realizou uma s\u00e9rie de oficinas participativas junto \u00e0s comunidades discutindo a import\u00e2ncia da conserva\u00e7\u00e3o dos quel\u00f4nios, como identificar as esp\u00e9cies e como fazer parte do monitoramento. Os pescadores receberam kits com a descri\u00e7\u00e3o e fotos, al\u00e9m de tabelas de preenchimento de dados. \u201cOs pescadores se mostraram dispostos a contribuir com o trabalho tomando nota de toda a ocorr\u00eancia de tartaruga marinha nas comunidades\u201d, conta Richardson Fraz\u00e3o, coordenador do projeto Casa da Virada, do Instituto Peabiru.<\/p>\n<div id=\"attachment_1947\" style=\"width: 530px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.peabiru.org.br\/en\/2013\/07\/19\/pescadores-monitoram-tartarugas-marinhas-ameacadas-no-litoral-paraense\/tartarugamarinha1\/\" rel=\"attachment wp-att-1947\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1947\" class=\"size-full wp-image-1947\" alt=\"Pescador realizando soltura de tartaruga verde encontrada em curral\" src=\"http:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/tartarugamarinha1.jpg\" width=\"520\" height=\"390\" srcset=\"https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/tartarugamarinha1.jpg 825w, https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/tartarugamarinha1-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/tartarugamarinha1-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 520px) 100vw, 520px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1947\" class=\"wp-caption-text\">Pescador realizando soltura de tartaruga verde encontrada em curral<\/p><\/div>\n<p align=\"left\">Em cinco meses, o resultado foi o registro da ocorr\u00eancia de 86 capturas de tartarugas marinhas em redes e currais de pescadores da Resex. Destas, 83 foram encontradas vivas e devolvidas \u00e0 natureza. Pezzuti explica que a diminui\u00e7\u00e3o da mortalidade de esp\u00e9cies de quel\u00f4nios amea\u00e7ados que ocorrem no litoral paraense, como a tartaruga de couro e a suruan\u00e3, est\u00e1 relacionada ao envolvimento dos pescadores atrav\u00e9s de educa\u00e7\u00e3o ambiental. \u201cA pesca, al\u00e9m do lixo, \u00e9 o principal risco para os quel\u00f4nios\u201d, destaca.<\/p>\n<p align=\"left\">Mais tr\u00eas esp\u00e9cies foram registradas pela pesquisa na regi\u00e3o: a tartaruga oliva, de pente e a cabe\u00e7uda. Isso significa que no litoral do Par\u00e1 s\u00e3o encontradas todas as cinco esp\u00e9cies de tartaruga marinha amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o no Brasil. S\u00e3o as cinco esp\u00e9cies da lista do projeto Tamar (Centro Tamar\/ICMBio), que trabalha na pesquisa, prote\u00e7\u00e3o e manejo de quel\u00f4nios marinhos no litoral brasileiro. \u00a0Para o diretor do Instituto Peabiru, Jo\u00e3o Meirelles, o resultados das pesquisas mostra a necessidade urgente de amplia\u00e7\u00e3o da \u00e1rea da Resex M\u00e3e Grande Curu\u00e7\u00e1. \u201cAumentando a \u00e1rea de prote\u00e7\u00e3o, hoje delimitada aos mangues, ser\u00e1 poss\u00edvel fazer um trabalho mais amplo de prote\u00e7\u00e3o dessas esp\u00e9cies amea\u00e7adas\u201d, explica.<\/p>\n<p align=\"left\"><b>Saiba mais:<\/b><\/p>\n<p>As\u00a05 esp\u00e9cies encontradas no Brasil est\u00e3o presentes em Curu\u00e7\u00e1, aqui apresentadas com a sua classifica\u00e7\u00e3o pelo IBAMA e pela IUCN:\u00a0a) Cabe\u00e7uda ou Mesti\u00e7a (<i>Caretta caretta<\/i>) em perigo (IUCN) e em perigo (IBAMA); b) Tartaruga de pente (<i>Eretmochelys imbricata<\/i>) criticamente em perigo (IUCN) e em perigo (IBAMA); c) Tartaruga verde (<i>Chelonia mydas<\/i>) em perigo ( IUCN) e vulner\u00e1vel (IBAMA); d)Tartaruga-de-couro ou tartaruga-gigante (<i>Dermochelys coriacea<\/i>) criticamente em perigo (IUCN e IBAMA); 5) Tartaruga oliva (<i>Lepidochelys olivacea<\/i>) em perigo (IUCN e IBAMA).<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comunidades de pescadores que vivem nas ilhas da regi\u00e3o do munic\u00edpio de Curu\u00e7\u00e1, no nordeste paraense, est\u00e3o contribuindo para monitoramento da reprodu\u00e7\u00e3o e da captura acidental de cinco esp\u00e9cies amea\u00e7adas de tartarugas marinhas que ocorrem na \u00e1rea da Reserva Extrativista M\u00e3e Grande Curu\u00e7\u00e1, no litoral do Estado. 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