{"id":1751,"date":"2013-03-08T07:55:44","date_gmt":"2013-03-08T10:55:44","guid":{"rendered":"http:\/\/peabiru.org.br\/?p=1751"},"modified":"2013-03-08T07:55:44","modified_gmt":"2013-03-08T10:55:44","slug":"propostas-de-desenvolvimento-local-dao-voz-e-oportunidade-de-posicionamento-economico-a-mulheres-de-comunidades-tradicionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.peabiru.org.br\/en\/2013\/03\/08\/propostas-de-desenvolvimento-local-dao-voz-e-oportunidade-de-posicionamento-economico-a-mulheres-de-comunidades-tradicionais\/","title":{"rendered":"Propostas de desenvolvimento local d\u00e3o voz e oportunidade de posicionamento econ\u00f4mico a mulheres de comunidades tradicionais"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_841\" style=\"width: 530px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/20072012_rafael-araujo-curuca-peabiru-00336-cc3b3pia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-841\" class=\"size-full wp-image-841\" alt=\"Meliponicultoras de Curu\u00e7\u00e1 produzem e comercializam mel de abelhas nativas da Amaz\u00f4nia no pr\u00f3prio quintal de casa. Foto: Rafael Ara\u00fajo\" src=\"http:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/20072012_rafael-araujo-curuca-peabiru-00336-cc3b3pia.jpg\" width=\"520\" height=\"346\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-841\" class=\"wp-caption-text\">Empreendedorismo de Mulheres: Meliponicultoras de Curu\u00e7\u00e1 produzem e comercializam mel de abelhas nativas da Amaz\u00f4nia no pr\u00f3prio quintal de casa. Foto: Rafael Ara\u00fajo<\/p><\/div>\n<p>Espa\u00e7os para refletir sobre a pr\u00f3pria realidade, discutir alternativas, redescobrir a auto-estima e criar oportunidades de gera\u00e7\u00e3o de renda complementar. \u00c9 com esta abordagem que o Instituto Peabiru trabalha a quest\u00e3o de g\u00eanero em todos os seus programas e projetos, para incluir a mulher na tomada de decis\u00e3o com grupos sociais quilombolas, ind\u00edgenas, popula\u00e7\u00f5es tradicionais e de agricultura familiar.<\/p>\n<p>Em Curu\u00e7\u00e1, na regi\u00e3o do Salgado Paraense, o trabalho \u00e9 realizado em parceria com a associa\u00e7\u00e3o de meliponicultores do munic\u00edpio, a Asmelc, formada na maioria por mulheres donas de casa, que muitas vezes dependem financeiramente dos maridos. Por\u00e9m,\u00a0 com a possibilidade de produ\u00e7\u00e3o de mel de abelhas nativas sem ferr\u00e3o no pr\u00f3prio quintal, readquiriram auto-estima para acreditar no empreendedorismo.<\/p>\n<p>\u201cEu me sinto mais livre e mais dependente. Dependo das abelhas e elas dependem de mim\u201d, explica Cleudes Pimenta, 32 anos, uma das associadas. Ela conta que com o dinheiro da primeira venda de mel comprou maquiagem e alimentos para casa. A meliponicultora afirma que a atividade do mel pode render ainda mais.\u201dAcredito que o mel vai dar certo e quando come\u00e7ar a produzir vai dar bastante. Vou anotar tudo o que gasto no bico da caneta, quanto gasta e a quanto vende o mel\u201d, afirma.<\/p>\n<p><b>Abordagem<\/b> &#8211; De acordo com Maria Jos\u00e9 Barney Gonzalez, diretora de gest\u00e3o de conhecimento do Instituto Peabiru, a abordagem n\u00e3o busca trabalhar com grupos exclusivos de mulheres, e sim inclu\u00ed-las em todas as atividades da ONG. \u201cComo forma de empoderamento, \u00e9 importante para a mulher conquistar seu espa\u00e7o e voz na discuss\u00e3o onde participam tamb\u00e9m homens, e garantir a participa\u00e7\u00e3o em processos de tomada de decis\u00e3o e de negocia\u00e7\u00e3o\u201d, explica.<\/p>\n<p>Com isso, a institui\u00e7\u00e3o acumula aprendizados em projetos como com quilombolas e ind\u00edgenas, no Amap\u00e1, e agricultores, no Par\u00e1. \u201cNem sempre \u00e9 f\u00e1cil pois, muitas vezes, encontramos resist\u00eancia, mas trabalhamos com os l\u00edderes comunit\u00e1rios para que entendam a import\u00e2ncia da participa\u00e7\u00e3o da mulher\u201d, destaca. Segundo a diretora, este modo de desenvolver as atividades est\u00e1 presente em todas as a\u00e7\u00f5es dos projetos de desenvolvimento, nos programas Viva Maraj\u00f3, Casa da Virada, Palma (Dend\u00ea), Ecoturismo de Base Comunit\u00e1ria, entre outros.<\/p>\n<p align=\"center\"><b>Participa\u00e7\u00e3o na economia facilita autonomia da mulher nas decis\u00f5es familiares<\/b><\/p>\n<p>Na agricultura familiar envolvida com a produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo de palma, em Tail\u00e2ndia e Moj\u00fa, onde o Instituto Peabiru atua com o Programa Dend\u00ea, foi identificado atrav\u00e9s de pesquisa-a\u00e7\u00e3o com a comunidade, que houve queda da produ\u00e7\u00e3o de subsist\u00eancia, ou seja, as ro\u00e7as foram deixadas de lado. Com isso, al\u00e9m do aumento do pre\u00e7o de produtos como a farinha de mandioca, as mulheres perderam espa\u00e7o no processo produtivo. \u201cO trabalho para restabelecer as mulheres na produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 focado em implantar alternativas de cultivo nos pr\u00f3prios quintais das fam\u00edlias, ocupando a m\u00e3o de obra feminina, e produzindo excedentes para comercializa\u00e7\u00e3o\u201d, exemplifica Maria Jos\u00e9 Barney. \u201cAssim, a mulher volta a ter papel importante na agricultura familiar\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>Daiane Marques, uma das agricultoras de Moj\u00fa que participa do projeto do Instituto Peabiru, lembra que no in\u00edcio do plantio das palmeiras de dend\u00ea na regi\u00e3o, toda a fam\u00edlia participava do processo. \u201cNa minha fam\u00edlia, eu e minhas irm\u00e3s e minha m\u00e3e \u00edamos ajudar meu pai a limpar a \u00e1rea e plantar as mudas de dend\u00ea. Hoje n\u00f3s nem sabemos o que passa, a gest\u00e3o ficou s\u00f3 nas m\u00e3os dos homens\u201d, conta.<\/p>\n<p>Para Daiane e outras mulheres que trabalham com a ONG, \u00e9 importante incentivar as mulheres a conhecer mais sobre as atividades produtivas do dend\u00ea, trazer projetos de gera\u00e7\u00e3o de renda e utilizar m\u00e3o de obra feminina, facilitando a autonomia das mulheres nas decis\u00f5es familiares. No quintal de Daiane j\u00e1 foi implantado um tanque de piscicultura. A a\u00e7\u00e3o \u00e9 feita em parceria entre o Instituto Peabiru e o Centro Nacional de Preven\u00e7\u00e3o e Combate aos Inc\u00eandios Florestais \u2013 Prevfogo um \u00f3rg\u00e3o do Ibama.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Espa\u00e7os para refletir sobre a pr\u00f3pria realidade, discutir alternativas, redescobrir a auto-estima e criar oportunidades de gera\u00e7\u00e3o de renda complementar. \u00c9 com esta abordagem que o Instituto Peabiru trabalha a quest\u00e3o de g\u00eanero em todos os seus programas e projetos, para incluir a mulher na tomada de decis\u00e3o com grupos sociais quilombolas, ind\u00edgenas, popula\u00e7\u00f5es tradicionais [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":896,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"advanced_seo_description":"","jetpack_seo_html_title":"","jetpack_seo_noindex":false,"jetpack_seo_schema_type":"","_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[12,27,262,439,688,706],"class_list":["post-1751","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-destaques","tag-abelhas-nativas","tag-dia-internacional-da-mulher","tag-instituto-peabiru","tag-projeto-dende","tag-questoes-de-genero"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/20072012_rafael-araujo-curuca-peabiru-00336-cc3b3pia-1.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1751","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1751"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1751\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/896"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1751"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1751"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1751"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}