{"id":15598,"date":"2026-05-25T11:56:40","date_gmt":"2026-05-25T14:56:40","guid":{"rendered":"https:\/\/peabiru.org.br\/?p=15598"},"modified":"2026-05-25T12:10:04","modified_gmt":"2026-05-25T15:10:04","slug":"agrofloresta-fortalece-construcao-coletiva-em-projetos-no-peabiru","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.peabiru.org.br\/en\/2026\/05\/25\/agrofloresta-fortalece-construcao-coletiva-em-projetos-no-peabiru\/","title":{"rendered":"Agrofloresta fortalece constru\u00e7\u00e3o coletiva em projetos no Peabiru"},"content":{"rendered":"<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-37b0cfcc8c82768f048982ec65564402 wp-block-paragraph\" style=\"color:#504c4c\"><em>No dia 28 de abril, na Casa da Floresta Unesp Peabiru, colaboradoras, colaboradores e pessoas convidadas se reuniram para o II Encontro do Grupo de Trabalho de Agricultura do Instituto Peabiru. Com foco nos Sistemas Agroflorestais (SAFs), o encontro promoveu momentos de escuta, troca de experi\u00eancias e constru\u00e7\u00e3o coletiva de conhecimento sobre pr\u00e1ticas agr\u00edcolas inspiradas na din\u00e2mica da floresta.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-small-font-size wp-elements-09d7af0d18e44e21efa5503860709bd6 wp-block-paragraph\" style=\"color:#504c4c\"><br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/IMG_3208-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15600\" srcset=\"https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/IMG_3208-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/IMG_3208-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/IMG_3208-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/IMG_3208-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/IMG_3208-16x12.jpg 16w, https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/IMG_3208.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na Casa da Floresta Unesp Peabiru, colaboradoras, colaboradores e pessoas convidadas se reuniram em mais um momento de troca sobre agricultura no Instituto Peabiru. O II Encontro do Grupo de Trabalho de Agricultura trouxe como eixo os Sistemas Agroflorestais (SAFs), mas foi al\u00e9m da dimens\u00e3o t\u00e9cnica: abriu espa\u00e7o para escuta, partilha de experi\u00eancias e constru\u00e7\u00e3o coletiva de conhecimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os SAFs, mais do que um modelo produtivo, foram apresentados como uma forma de rela\u00e7\u00e3o com o territ\u00f3rio. Inspirados na din\u00e2mica da floresta, esses sistemas articulam diferentes esp\u00e9cies e ciclos de cultivo em um mesmo espa\u00e7o, considerando o tempo de cada planta e sua fun\u00e7\u00e3o no conjunto. A proposta \u00e9 potencializar o uso do solo e dos recursos naturais, criando sistemas mais diversos, equilibrados e pr\u00f3ximos do funcionamento da natureza.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Reconhecido por atuar no fortalecimento de grupos sociais e da conserva\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia, o Instituto Peabiru realiza, em diversos projetos socioambientais, a implementa\u00e7\u00e3o de Sistemas Agroflorestais. A pr\u00e1tica integra a\u00e7\u00f5es desenvolvidas principalmente em territ\u00f3rios rurais e tradicionais do Par\u00e1, onde os SAFs contribuem para o fortalecimento da agricultura familiar, a recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas, a seguran\u00e7a alimentar e a gera\u00e7\u00e3o de renda de forma sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.peabiru.org.br\/en\/projetos\/\">Saiba mais sobre os programas e projetos executados pelo Instituto Peabiru.<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Thiara Fernandes, gestora de projetos do Instituto Peabiru, essa l\u00f3gica tamb\u00e9m exige mudan\u00e7as de postura. \u201cTrabalhar com sistema agroflorestal \u00e9 fazer as pazes com o erro\u201d, afirma. Segundo Thiara, o manejo dos sistemas envolve tentativa, observa\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o cont\u00ednua. \u201cO erro faz parte do processo de aprendizagem e constru\u00e7\u00e3o do conhecimento. \u00c9 importante entender que \u00e9 na pr\u00e1tica que o conhecimento \u00e9 constru\u00eddo\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa forma de trabalhar tamb\u00e9m orienta a din\u00e2mica dos pr\u00f3prios Grupos de Trabalho (GTs) dentro do Instituto. Thiara menciona que o GT \u00e9 um espa\u00e7o de troca entre diferentes equipes e territ\u00f3rios, que permite compartilhar experi\u00eancias e ampliar a vis\u00e3o sobre os desafios e caminhos da \u00e1rea agr\u00edcola. \u201cA ideia \u00e9 nivelar conhecimentos a partir dessas viv\u00eancias e fortalecer a atua\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o como um todo, construindo tamb\u00e9m uma linguagem comum\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Steve Fernando, tamb\u00e9m gestor de projetos do Instituto Peabiru, o trabalho com agrofloresta passa, antes de tudo, pela escuta. \u201cA gente precisa ouvir o territ\u00f3rio, entender como as popula\u00e7\u00f5es plantam, colhem, manejam. O que a gente aprende na academia \u00e9 uma sistematiza\u00e7\u00e3o de muitos anos desses saberes\u201d, explica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Steve destaca que essa troca acontece em duas dire\u00e7\u00f5es. De um lado, os conhecimentos t\u00e9cnicos ajudam a potencializar a produ\u00e7\u00e3o; de outro, a viv\u00eancia das comunidades complementa e desafia o que est\u00e1 nos livros. \u201c\u00c9 uma via de m\u00e3o dupla: a equipe que trabalha diretamente no campo e as pessoas que j\u00e1 est\u00e3o no campo. Se falta alguma coisa, \u00e9 na fala das comunidades que isso se completa\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Aprendizados que partem da pr\u00e1tica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A dimens\u00e3o coletiva tamb\u00e9m apareceu nas experi\u00eancias compartilhadas durante o encontro. A colaboradora Margarete Melo, trouxe a pr\u00e1tica do quintal produtivo como um exemplo poss\u00edvel de transforma\u00e7\u00f5es cotidianas. Ao incorporar a separa\u00e7\u00e3o de res\u00edduos org\u00e2nicos em casa, passou a enxergar o que antes era descarte como possibilidade de recurso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00c9 uma mudan\u00e7a de h\u00e1bito simples, mas que transforma a forma como a gente se relaciona com o solo e com o que produz\u201d, conta. Para ela, iniciativas como essa podem se expandir para al\u00e9m do espa\u00e7o individual, incentivando outras pessoas a experimentarem e constru\u00edrem conhecimento juntas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O olhar de quem veio de fora do Instituto tamb\u00e9m refor\u00e7ou os valores presentes nos Sistemas Agroflorestais. Para a arquiteta Caroline Miranda, do escrit\u00f3rio de arquitetura Prana Tropical, o que mais chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a l\u00f3gica de coopera\u00e7\u00e3o entre as esp\u00e9cies nos SAFs. \u201cCada uma contribui com o que tem de melhor. Isso fortalece o sistema como um todo\u201d, observa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Caroline destaca que essa din\u00e2mica traz aprendizados que ultrapassam o campo agr\u00edcola. \u201cOs SAFs mostram que o coletivo funciona melhor quando h\u00e1 colabora\u00e7\u00e3o real. N\u00e3o \u00e9 sobre saber tudo, mas sobre construir com o que cada um pode oferecer\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo do encontro, a agrofloresta apareceu como pr\u00e1tica e como linguagem comum entre diferentes trajet\u00f3rias. Um espa\u00e7o onde t\u00e9cnica e experi\u00eancia caminham juntas, e onde o conhecimento se constr\u00f3i na escuta, na conviv\u00eancia e na experimenta\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Instituto Peabiru, iniciativas como o Grupo de Trabalho (GT) Agricultura integram um conjunto mais amplo de a\u00e7\u00f5es voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar, \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o dos saberes tradicionais e \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es enraizadas nos territ\u00f3rios &#8211; processos que se desenvolvem coletivamente, assim como uma agrofloresta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sobre GTs do Instituto Peabiru<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os Grupos de Trabalho (GTs) do Instituto Peabiru s\u00e3o espa\u00e7os internos de articula\u00e7\u00e3o, troca de experi\u00eancias e constru\u00e7\u00e3o coletiva entre colaboradoras e colaboradores que atuam em diferentes projetos e territ\u00f3rios. A estrat\u00e9gia busca fortalecer \u00e1reas tem\u00e1ticas da institui\u00e7\u00e3o por meio da socializa\u00e7\u00e3o de conhecimentos, do compartilhamento de desafios e da constru\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas comuns entre as equipes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sobre a Casa da Floresta Unesp Peabiru<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Casa Da Floresta \u00e9 uma iniciativa do Instituto Peabiru e Universidade Estadual Paulista (Unesp) por meio da Pr\u00f3\u2011reitoria de Extens\u00e3o Universit\u00e1ria e Cultura (Proec).&nbsp; Localizada no Baixo Acar\u00e1 (PA), \u00e0s margens do Rio Guam\u00e1, \u00e9 um espa\u00e7o que une ci\u00eancia e tecnologia social com saberes locais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.peabiru.org.br\/en\/2025\/11\/07\/a-casa-da-floresta-unesp-peabiru-inaugura-como-espaco-de-inovacao-socioambiental-da-belem-ribeirinha-na-cop-da-amazonia\/\">Saiba mais sobre a Casa da Floresta aqui.&nbsp;<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Saiba mais sobre o Instituto Peabiru <a href=\"https:\/\/www.peabiru.org.br\/en\/\">https:\/\/peabiru.org.br\/<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Texto: Amanda Santos<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Revis\u00e3o: Luciana Kellen<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 28 de abril, na Casa da Floresta Unesp Peabiru, colaboradoras, colaboradores e pessoas convidadas se reuniram para o II Encontro do Grupo de Trabalho de Agricultura do Instituto Peabiru. 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