{"id":14608,"date":"2024-06-27T10:12:52","date_gmt":"2024-06-27T13:12:52","guid":{"rendered":"https:\/\/peabiru.org.br\/?p=14608"},"modified":"2024-07-10T15:39:10","modified_gmt":"2024-07-10T18:39:10","slug":"publicacao-que-debate-a-bioeconomia-e-lancado-em-belem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.peabiru.org.br\/en\/2024\/06\/27\/publicacao-que-debate-a-bioeconomia-e-lancado-em-belem\/","title":{"rendered":"Publica\u00e7\u00e3o que debate a Bioeconomia \u00e9 lan\u00e7ada em Bel\u00e9m"},"content":{"rendered":"<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"478\" src=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/20240619_115156-1024x478.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14609\" srcset=\"https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/20240619_115156-1024x478.jpg 1024w, https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/20240619_115156-300x140.jpg 300w, https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/20240619_115156-768x359.jpg 768w, https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/20240619_115156-1536x718.jpg 1536w, https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/20240619_115156-18x8.jpg 18w, https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/20240619_115156.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Mesa de apresenta\u00e7\u00e3o do Instituto Peabiru. Foto: Tiago Chaves.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O livro \u201c<em>Bioeconomia Para Quem? Bases para um desenvolvimento sustent\u00e1vel na Amaz\u00f4nia<\/em>\u201d, uma colet\u00e2nea de 12 artigos assinados por 32 pesquisadores de institui\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas, foi lan\u00e7ado no \u00faltimo dia 19, quarta-feira, no Audit\u00f3rio da Coordenadoria de Capacita\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento (CAPACIT) na UFPA, em Bel\u00e9m. O lan\u00e7amento foi acompanhado de um semin\u00e1rio sobre as diversas tem\u00e1ticas abordadas na publica\u00e7\u00e3o, acerca da bioeconomia e das cadeias produtivas da Amaz\u00f4nia. O evento contou com a presen\u00e7a de Emmanuel Tourinho, reitor da UFPA, Jacques Marcovitch, ex-reitor da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e coordenador do <a href=\"http:\/\/www.bioeconomia.fea.usp.br\">Grupo de Pesquisa Bioeconomia <\/a>(USP\/INPA\/UFPA\/Peabiru), al\u00e9m dos pesquisadores envolvidos na escrita do livro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO tema da bioeconomia tem sido muito discutido para pensar o desenvolvimento da Amaz\u00f4nia. Ent\u00e3o, a realiza\u00e7\u00e3o desse semin\u00e1rio \u00e9 uma oportunidade para que possamos falar das v\u00e1rias concep\u00e7\u00f5es de bioeconomia e do que cada uma representa, efetivamente, para quem vive na regi\u00e3o amaz\u00f4nica\u201d, afirma o reitor da UFPA, Emmanuel Tourinho. \u201cEsse evento \u00e9 importante porque temos v\u00e1rios atores: a universidade, governos e ind\u00fastrias. \u00c9 um espa\u00e7o de di\u00e1logo que nos permite aprofundar diferentes vis\u00f5es e ver as contribui\u00e7\u00f5es de cada uma delas para essa reflex\u00e3o necess\u00e1ria e fundamental neste momento em que discutimos novos modelos para o desenvolvimento social e econ\u00f4mico da regi\u00e3o\u201d, finaliza o reitor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Instituto Peabiru est\u00e1 presente na publica\u00e7\u00e3o com dois artigos. O primeiro artigo debate a cadeia de valor do a\u00e7a\u00ed e as rela\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas dos extrativistas com a ind\u00fastria local, destacando os aspectos relacionados \u00e0 prote\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas extrativistas na Amaz\u00f4nia. O conte\u00fado \u00e9 de autoria dos colaboradores Manoel Potiguar, gerente de projetos, Flora Bittencourt, coordenadora de programas e Thiara Fernandes, engenheira agr\u00f4noma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO nosso artigo traz a revis\u00e3o do que \u00e9 bioeconomia, e quem s\u00e3o os grupos sociais dentro dos territ\u00f3rios. N\u00f3s abordamos a quest\u00e3o do trabalho do peconheiro em uma leitura sobre como essa fun\u00e7\u00e3o \u00e9 feita a partir da socializa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as \u00e0 colheita do a\u00e7a\u00ed. E isso traz a quest\u00e3o da press\u00e3o de mercado, e como esses jovens s\u00e3o impactados a partir disso, pois requer mais esfor\u00e7o e mais trabalho penoso. Al\u00e9m disso, falamos sobre territorialidade, direitos civis das comunidades ribeirinhas e extrativistas, e como tudo isso se relaciona com a cultura daquele lugar\u201d, comenta Thiara Fernandes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante o lan\u00e7amento, o agricultor e coletor de a\u00e7a\u00ed Carlos Ant\u00f4nio Teles foi um dos convidados da banca do Instituto Peabiru para falar sobre o artigo. Na ocasi\u00e3o, ele abordou as dificuldades vivenciadas pelos extrativistas do munic\u00edpio Acar\u00e1 (PA), questionando as mudan\u00e7as realizadas nos munic\u00edpios amaz\u00f4nicos e chamando aten\u00e7\u00e3o para a emerg\u00eancia da aus\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas que atendam esses locais \u2013 que mesmo sendo centros de pesquisas e refer\u00eancia da cultura e socioeconomia da regi\u00e3o amaz\u00f4nica, seguem esquecidos em momentos de tomada de decis\u00e3o e protagonismo social.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA gente se pergunta realmente, bioeconomia para quem? Ser\u00e1 que tem chegado a quem gera a economia? Porque a gente sabe que quem gera a economia \u00e9 o pequeno agricultor, o produtor de a\u00e7a\u00ed, e n\u00f3s nos perguntamos se realmente tem chegado a eles algum benef\u00edcio.\u00a0\u00c9 preciso que as pol\u00edticas p\u00fablicas cheguem, para que eu consiga ter uma qualidade de vida melhor, mas continuando a viver e trabalhar no meu ambiente. J\u00e1 pensou se as pessoas que vivem no s\u00edtio se mudam para a cidade em busca de uma vida melhor? Isso ia gerar um impacto muito grande. Ent\u00e3o eu preciso ter acesso a essas qualidades de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, transporte, moradia no lugar que eu convivo ali\u201d, aponta Carlos Ant\u00f4nio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O segundo artigo, que tem como autora principal a pesquisadora Vera Imperatriz-Fonseca e co-autoria de Jo\u00e3o Meirelles, Herm\u00f3genes S\u00e1, diretor geral e diretor de opera\u00e7\u00f5es do Instituto Peabiru, respectivamente, e a tamb\u00e9m pesquisadora Ana Carolina Mendes dos Santos, fala sobre a cadeia de valor da meliponicultura (cria\u00e7\u00e3o de abelhas sem ferr\u00e3o) na Amaz\u00f4nia. O artigo aborda a cria\u00e7\u00e3o das abelhas e como o cultivo delas \u00e9 uma ferramenta que potencializa a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade, a poliniza\u00e7\u00e3o de cultivos e a gera\u00e7\u00e3o de renda para comunidades locais amaz\u00f4nicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O professor Jos\u00e9 Augusto Lacerda, coordenador do Ateli\u00ea de Neg\u00f3cios Transformadores da Amaz\u00f4nia (ATENTA \/ UFPA), coordenador do projeto Bioeconomia Inclusiva pela UFPA e um dos autores presentes no livro, falou sobre a import\u00e2ncia da realiza\u00e7\u00e3o do evento na Universidade: \u201cacolher um grupo privilegiado de colegas e de institui\u00e7\u00f5es na nossa casa, antes da COP-30 do ano que vem, \u00e9 de fato uma oportunidade muito frut\u00edfera. Infelizmente, muitas organiza\u00e7\u00f5es externas tentam ditar o que e como devemos fazer na Amaz\u00f4nia e no Brasil. \u00c9 essencial que fique claro que s\u00e3o as popula\u00e7\u00f5es locais que entendem dessas quest\u00f5es. N\u00f3s, que consumimos o a\u00e7a\u00ed desde crian\u00e7a e pesquisamos essas cadeias h\u00e1 d\u00e9cadas, n\u00e3o organiza\u00e7\u00f5es com capital financeiro, que devem ditar as regras. \u00c9 instigante receber pessoas de fora e discutir isso na UFPA. \u00c9 uma honra\u201d, finaliza o professor Jos\u00e9 Augusto.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:33.34%\">\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"599\" height=\"732\" src=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Screenshot-from-2024-05-31-08-58-47.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14610\" srcset=\"https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Screenshot-from-2024-05-31-08-58-47.jpg 599w, https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Screenshot-from-2024-05-31-08-58-47-245x300.jpg 245w, https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Screenshot-from-2024-05-31-08-58-47-10x12.jpg 10w\" sizes=\"auto, (max-width: 599px) 100vw, 599px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O livro \u201c<em>Bioeconomia Para Quem? Bases para um desenvolvimento sustent\u00e1vel na Amaz\u00f4nia<\/em>\u201d est\u00e1 dispon\u00edvel para download gratuito atrav\u00e9s do link: <a href=\"https:\/\/www.livrosabertos.abcd.usp.br\/portaldelivrosUSP\/catalog\/book\/1337\">https:\/\/www.livrosabertos.abcd.usp.br\/portaldelivrosUSP\/catalog\/book\/1337<\/a>\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Texto: Giovanna Martini, sob supervis\u00e3o de Tiago Chaves.<\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesa de apresenta\u00e7\u00e3o do Instituto Peabiru. Foto: Tiago Chaves. O livro \u201cBioeconomia Para Quem? Bases para um desenvolvimento sustent\u00e1vel na Amaz\u00f4nia\u201d, uma colet\u00e2nea de 12 artigos assinados por 32 pesquisadores de institui\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas, foi lan\u00e7ado no \u00faltimo dia 19, quarta-feira, no Audit\u00f3rio da Coordenadoria de Capacita\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento (CAPACIT) na UFPA, em Bel\u00e9m. 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