{"id":14135,"date":"2023-06-16T10:15:40","date_gmt":"2023-06-16T13:15:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.peabiru.org.br\/?p=14135"},"modified":"2023-06-16T10:15:40","modified_gmt":"2023-06-16T13:15:40","slug":"unicef-e-instituto-peabiru-lancam-glossario-warao-e-apresentam-o-guia-de-protecao-e-educacao-intercultural-em-belem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.peabiru.org.br\/en\/2023\/06\/16\/unicef-e-instituto-peabiru-lancam-glossario-warao-e-apresentam-o-guia-de-protecao-e-educacao-intercultural-em-belem\/","title":{"rendered":"UNICEF e Instituto Peabiru lan\u00e7am &#8220;Gloss\u00e1rio Warao&#8221; e apresentam o \u201cGuia de Prote\u00e7\u00e3o e Educa\u00e7\u00e3o Intercultural\u201d em Bel\u00e9m"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Reprodu\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/www.selounicef.org.br\/noticias\/unicef-e-instituto-peabiru-lancam-glossario-warao-e-apresentam-o-guia-de-protecao-e\">site Selo Unicef<\/a><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>A apresenta\u00e7\u00e3o ocorreu durante o primeiro semin\u00e1rio formativo municipal de educa\u00e7\u00e3o intercultural promovido pelo Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Refugiados (ACNUR) e pela Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o e Cultura de Bel\u00e9m (Semec). <\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"565\" src=\"https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-2-1024x565.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14136\" srcset=\"https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-2-1024x565.jpg 1024w, https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-2-300x166.jpg 300w, https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-2-768x424.jpg 768w, https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-2-1536x848.jpg 1536w, https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-2-18x10.jpg 18w, https:\/\/www.peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-2.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">T\u00e9cnicas do Instituto Peabiru, Lorena Ara\u00fajo e Selli Rosa, e o educador Roisdael Garay, na apresenta\u00e7\u00e3o durante o primeiro semin\u00e1rio formativo municipal de educa\u00e7\u00e3o intercultural promovido pelo Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Refugiados (ACNUR) e pela Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o e Cultura de Bel\u00e9m (Semec). Fotos: Jeiciany Silva \/ Instituto Peabiru.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (UNICEF) e parceiros desenvolveram duas publica\u00e7\u00f5es para fortalecimento e garantia de direitos da popula\u00e7\u00e3o migrante venezuelana Warao. Os documentos foram apresentados no primeiro Semin\u00e1rio de Educa\u00e7\u00e3o Intercultural em Bel\u00e9m, que ocorreu nos dias 06 e 07 de junho de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A constitui\u00e7\u00e3o brasileira assegura \u00e0s pessoas migrantes e refugiadas os mesmos direitos sociais e econ\u00f4micos previstos para a popula\u00e7\u00e3o brasileira. Desde 2019, o UNICEF contribui na resposta humanit\u00e1ria \u00e0 s\u00e9ria crise migrat\u00f3ria e consequentemente no acesso aos seus direitos e deveres em territ\u00f3rio paraense, garante Judith L\u00e9veill\u00e9, chefe do escrit\u00f3rio do UNICEF de Bel\u00e9m. &#8220;As publica\u00e7\u00f5es s\u00e3o resultados de uma colabora\u00e7\u00e3o exemplar do UNICEF com a Prefeitura de Ananindeua, Prefeitura de Santar\u00e9m,Prefeitura de Marab\u00e1, Prefeitura de Bel\u00e9m, Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o e Cultura (Semec), a Secretaria Estadual de Educa\u00e7\u00e3o (Seduc), a Funda\u00e7\u00e3o Papa Jo\u00e3o XXIII (Funpapa), Instituto Peabiru, Ag\u00eancia Adventista de Desenvolvimento (ADRA), Aldeias Infantis SOs Brasil, Organiza\u00e7\u00e3o Internacional para as Migra\u00e7\u00f5es (IOM) e Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Refugiados (ACNUR). A partir da escuta ativa dos Waraos e dos t\u00e9cnicos que fazem o atendimento na rede de prote\u00e7\u00e3o foi poss\u00edvel construir materiais que facilitem o acesso aos direitos e ajudem a diminuir os desafios impostos pela diferen\u00e7as culturais\u201d, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Guia de Prote\u00e7\u00e3o e Educa\u00e7\u00e3o Intercultural<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Resultado das a\u00e7\u00f5es implementadas durante o projeto Nobotomo Yaoro Yaja (\u201cProte\u00e7\u00e3o \u00e0 Crian\u00e7a\u201d, na tradu\u00e7\u00e3o do Warao para o Portugu\u00eas), o Guia de Prote\u00e7\u00e3o e Educa\u00e7\u00e3o Intercultural \u00e9 destinado \u00e0s equipes t\u00e9cnicas que integram a rede de prote\u00e7\u00e3o nos munic\u00edpios, apresentando possibilidades para a inclus\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas migrantes e refugiadas nas pol\u00edticas p\u00fablicas. Nessa perspectiva, \u00e9 fundamental assegurar a prote\u00e7\u00e3o integral de crian\u00e7as e adolescentes, de um ponto de vista intercultural e intersetorial e com o est\u00edmulo \u00e0 demanda espont\u00e2nea dos servi\u00e7os p\u00fablicos de Educa\u00e7\u00e3o, Sa\u00fade, Assist\u00eancia Social e outros. Por fim, as orienta\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas foram elaboradas em conformidade com a legisla\u00e7\u00e3o brasileira, bem como as atribui\u00e7\u00f5es do Sistema de Garantia de Direitos e guias de refer\u00eancia, al\u00e9m da aprendizagem constante a partir da viv\u00eancia com a popula\u00e7\u00e3o Warao, no estado do Par\u00e1, e com os profissionais que integram a rede de atendimento nos equipamentos p\u00fablicos, em diferentes territ\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gloss\u00e1rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gloss\u00e1rio Warao \u00e9 produto das atividades realizadas durante o projeto S\u00faper Panas, em 2021, nos munic\u00edpios de Bel\u00e9m e Ananindeua (PA). Os S\u00faper Panas s\u00e3o espa\u00e7os \u2013 fixos ou m\u00f3veis \u2013 onde crian\u00e7as e adolescentes refugiados e migrantes recebem educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o formal e apoio psicossocial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O objetivo da publica\u00e7\u00e3o \u00e9 dar instrumentos a gestores e t\u00e9cnicos municipais, bem como atores da sociedade civil, por meio do di\u00e1logo com refugiados e migrantes ind\u00edgenas Waraos, favorecendo a comunica\u00e7\u00e3o e fortalecendo os v\u00ednculos entre servi\u00e7os e comunidades para a garantia dos direitos humanos. A metodologia se baseou em consultas com grupos durante as atividades do projeto e em consultas individuais sobre os termos, significados e pron\u00fancias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O material ilustrado \u00e9 tril\u00edngue (portugu\u00eas, espanhol e warao) e traz express\u00f5es importantes usadas no cotidiano e em diferentes ambientes, tais como sauda\u00e7\u00f5es, materiais escolares, animais e como pedir informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como o povo warao \u00e9 composto por comunidades de regi\u00f5es diferentes, com costumes e varia\u00e7\u00f5es lingu\u00edsticas distintas, \u00e9 poss\u00edvel que algumas palavras n\u00e3o sejam reconhecidas ou n\u00e3o estejam neste documento. O Gloss\u00e1rio Warao \u00e9, portanto, um documento vivo, que precisa ser continuamente revisitado e aperfei\u00e7oado. Para acessar ao material,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.unicef.org\/brazil\/relatorios\/glossario-warao\"><strong>clique aqui<\/strong>.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Semin\u00e1rio de educa\u00e7\u00e3o intercultural<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje existem mais de cem milh\u00f5es de pessoas for\u00e7adas a se deslocar em todo o mundo, das quais mais de 40 por cento s\u00e3o crian\u00e7as e adolescentes. Relat\u00f3rios do ACNUR indicam que estudantes refugiados ficam atr\u00e1s de seus pares nao-refugiados em todos os n\u00edveis de ensino no que tange \u00e0 taxa de matr\u00edcula.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Semin\u00e1rio, organizado pelo ACNUR e pela Semec, reuniu institui\u00e7\u00f5es que t\u00eam contribu\u00eddo para a garantia do direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as migrantes e refugiadas. A respons\u00e1vel pelo escrit\u00f3rio do ACNUR em Bel\u00e9m, Jana\u00edna Galv\u00e3o, destaca a import\u00e2ncia de se discutir a\u00e7\u00f5es que promovam o direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o para crian\u00e7as migrantes. &#8220;Hoje, ter a maioria das crian\u00e7as e adolescentes refugiados matriculados na rede de ensino municipal \u00e9 uma conquista que deve ser celebrada. Mas uma conquista ainda maior \u00e9 o compromisso do poder p\u00fablico belenense em pensar pol\u00edticas de inclus\u00e3o educacional a partir de uma perspectiva de interculturalidade. E esse semin\u00e1rio reflete exatamente esse compromisso do ACNUR e da Semec com a promo\u00e7\u00e3o da diversidade&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a Judith L\u00e9veill\u00e9 do UNICEF, &#8220;a educa\u00e7\u00e3o intercultural dever\u00e1 buscar o desenvolvimento de tecnologias, pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas e abordagens que respeitam os aspectos multiculturais e identit\u00e1rios, que reafirmam as origens de cada indiv\u00edduo, e que tamb\u00e9m permitam ser parte dos novos espa\u00e7os e das sociedades onde se encontram&#8221;.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reprodu\u00e7\u00e3o site Selo Unicef A apresenta\u00e7\u00e3o ocorreu durante o primeiro semin\u00e1rio formativo municipal de educa\u00e7\u00e3o intercultural promovido pelo Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Refugiados (ACNUR) e pela Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o e Cultura de Bel\u00e9m (Semec). 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